No Recife, desde os primórdios da aviação comercial e dos serviços postais, os hidroaviões, que tinham a vantagem de não precisar das enormes e dispendiosas pistas de concreto, chegavam e partiam do aeroporto da Baía de Santa Rita, um dos braço do rio Capiberibe, às quintas, sextas, sábados, e domingos para o Sul do país, EUA e Europa.

Já década de 1940, quando o Brasil, e especialmente a região nordeste, foi base estratégica para escalas e reabastecimentos de aviões, navios e submarinos que combatiam no Atlântico Sul e na costa da África, os simpáticos "hidros" rapidamente se tornaram obsoletos graças à construção de novas pistas em diversas partes do mundo, inclusive na capital pernambucana, impulsionadas pelas necessidades da Segunda Guerra.

Mas ao acolher o aeroporto terrestre construido pelos norte-americanos, Recife, a então a terceira maior cidade brasileira, se viu tomada por um número alarmante de casos de malária, e as tropas yankees acometidas por um número sem precedentes de baixas por doenças tropicais. A região onde fora construido o aeroporto militar de Ibura, embrião do atual Aeroporto Internacional de Guararapes, era formada por terrenos pantanosos, alagadiços e propícios à proliferação das famintas fêmeas do Anopheles.

E enquanto as manchetes locais relatavam os duros bombardeios alemães em por toda Europa, o presidente da República, Getúlio Vargas, cuja viagem foi acompanhada pelo fotógrafo Hart Preston da extinta revista LIFE, amerrissava, no dia 18 de outubro na cidade para uma visita de três dias. Na agenda, a preocupação com nazistas e mosquitos.